Projeto Insurgentes

Inscrições estão abertas até 20 de agosto; projeto Insurgentes terá rodas de diálogos, capacitação profissional e cachê para show com as cinco melhores iniciativas .

Parceria do Museu do Samba com Instituto Brasileiro de Museus vai selecionar agentes culturais e projetos das favelas e periferias cariocas

 

O Museu do Samba vai colocar na mesma roda o samba, o hip hop e a rima e trazer da margem para o centro das atenções a produção cultural das favelas e periferias cariocas. Com o apoio do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal, o Museu do Samba está lançando o Projeto Insurgentes – Tecendo Teias Culturais, que vai promover rodas de conversas, capacitação e premiação para agentes culturais de todas as regiões da cidade.

A primeira etapa já começou: as inscrições estão abertas até 20 de agosto. Para participar, basta preencher o formulário digital no link https://forms.gle/ukAE7iRuBvt73xSCA, onde também deverá ser anexado o projeto. Em caso de dúvidas, pode-se fazer contato pelo e-mail contato@museudosamba.com.br. Os projetos devem, obrigatoriamente, ter como base o samba e suas conexões com outras referências culturais da periferia, com letras e temáticas que valorizem saberes tradicionais da cultura popular e mostrem a importância da resistência diante dos desafios sociais, econômicos e cotidianos. Os trabalhos devem ainda ser apresentados no formato de rodas de rima, partido alto e hip hop.

Serão escolhidas dez iniciativas de cada uma das cinco áreas programáticas (AP) do município do Rio de Janeiro, abrangendo assim todas as regiões. Serão selecionadas 50 iniciativas. Os responsáveis pelos projetos vão participar de rodas de diálogos no Museu do Samba. Além da troca de experiências, os próprios participantes das rodas de diálogos vão eleger um projeto de cada área programática.

O Insurgentes – Tecendo Teias Culturais possui ainda uma etapa de capacitação profissional, as Oficinas de Agentes Culturais. Com carga horária de 30 horas, as oficinas vão ensinar técnicas de gestão, de estruturação de projetos e de divulgação cultural.  Os agentes serão escolhidos também nas rodas de diálogos.

Os cinco projetos finalistas serão contemplados com um cachê para participar de uma apresentação final, que será transmitida nas redes sociais do Museu do Samba. Os insurgentes também terão seus trabalhos registrados na publicação Museu do Samba – Revista Insurgentes, edição especial do periódico da instituição. Serão produzidos ainda vídeos de cada uma das obras, que ficarão disponíveis na página do Museu do Samba no Youtube.

“Historicamente, as populações descendentes de negros escravizados ocuparam favelas e locais periféricos e ainda hoje o acesso a condições de vida mais dignas e à inserção econômica e social é um obstáculo permanente para elas. O nome Insurgentes surge justamente da necessidade de reverter este quadro histórico por meio de quem representa resistência e superação, os jovens que subvertem esta realidade com sua arte e talento. O compromisso social do Museu do Samba é valorizar essa luta, estender a mão para esses jovens e mostrar que não estão sós”, afirma Nilcemar Nogueira, fundadora do Museu do Samba e idealizadora do projeto.

 

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